
Falha em site vende TVs de plasma e notebooks por R$ 9,90
Juliana Carpanez
Do G1, em São Paulo

A madrugada desta quarta-feira (20) foi agitada para muitos internautas que entraram no site da loja Fnac: um erro fez com que diversos produtos, inclusive eletrônicos avaliados em milhares de reais, fossem anunciados por apenas R$ 9,90, mais frete. Com isso, internautas conseguiram comprar TVs de plasma, de LCD, notebooks e leitores de Blu-ray – com frete para São Paulo, uma TV LCD de 46 polegadas, avaliada em R$ 5 mil, saiu por R$ 32. A empresa anunciou que o sistema foi normalizado e essas compras, canceladas.
O resto da notícia aqui.
Já pensou? A festa do consumidor!!! Hehehe
E tem gente que reclamou de não ter o respaldo do Procon, para fazer com que a loja cumprisse o que estava no site, porque o órgão alegou que houve má fé dos compradores.
Vamos combinar que não foi um produto só. Foram vários! E a coisa se espalhou rapidinho. Mundão virtual tem falhas e, numa falha gritante desse tipo, só comprou mesmo quem quis dar uma de esperto, né não?
Em sã consciência...que loja poderia vender uma TV de plasma de 50 polegadas por R$9,90? Tudo bem que temos impostos gigantescos embutidos nos produtos que compramos por aqui, mas aí já é demais, se achar que o produto poderia ser vendido por esse preço!
Pobre FNAC! Arrumou prá cabeça legal! hehehe
Por essas coisas é que se deve pensar bem antes de acreditar em tudo que rola na web.
Há que se ter um pouco de discernimento, na minha humilde opinião.
Assistindo hoje ao Jornal Nacional, me deparo com a reportagem sobre a exploração de menores no turismo sexual... onde??...ah... em Fortaleza.
William Bonner e Fátima Bernardes passam, com todo o jeitinho politicamente correto, a notícia sobre o turismo sexual que continua fortíssimo por aqui. Tema velho e ao mesmo tempo, atualíssimo...infelizmente!
Só que, à medida que vou assistindo, vou percebendo o quanto a reportagem é superficial e de denúncia muito light.
Quem mora em Fortaleza, sabe muito bem que a coisa não é do jeito que foi abordada.
Ó...pobres menores exploradas! Tão inocentes que, em plena Beira Mar, agarram pelo braço os turistas para querer arrastá-los para dentro dos hotéis, que têm uma capacidade de fazer vistas grossas um tanto grande para meu gosto, para muita coisa que acontece por ali (espero de coração que, pelo menos isso, esteja mudando de verdade, como foi dito na matéria.)
Canso de ver os taxistas da reportagem (e são sempre os mesmos), pegando as pobrezinhas a toda hora do dia, porque elas vão à janela do carro e conversam com eles para, em seguida, abrir a porta para os estrangeiros entrarem no carro junto com elas e saírem sabe-se lá prá onde.
Não me venham dizer que não tem como saber quem são eles, já que eles fazem parte de um ponto de táxi fixo. Isso sem contar com os avulsos que circulam pela cidade e pelo aeroporto, oferecendo, já no trajeto até o hotel, as menininhas indefesas (aconteceu com amigo meu, que foi confundido com estrangeiro).
Há também as outras, recém saídas da menoridade, que infestaram nossa praia e os quiosques da Beira Mar, a um ponto em que, quando recebo parentes e amigos vindos de São Paulo, ficam passados de como está desagradável se sentar num dos quiosques prá uma aguinha de coco, em meio a uma freqüência tão maravilhosa!
Resultado: os turistas que vinham com família, estão virando minoria e vemos uma orla lotada de turistas estrangeiros do pior nível que existe, acompanhados das coitadinhas exploradas – que de tão coitadinhas, levam junto seus filhinhos de colo, seus papais desdentados e a família inteira, para comer e beber nas barracas e os turistas que as estão bancando, pagam a despesa toda, com direito a cangas de bandeira do Brasil, sandálias e toda parafernália que os ambulantes passem vendendo.
Mas, por aqui, o que vale é que venha dinheiro para a cidade. De onde e com qual finalidade, parece que não importa muito.
Há nove anos atrás, quando cheguei, já era terrível o turismo sexual! Será que não deu tempo prá se conseguir diminuir isso? Por que será?
Quem souber, que responda, porque eu não sei!
Só sei que quando se precisa de empregada doméstica, é um inferno para se conseguir uma que queira trabalhar direito e, se você consegue, ela não quer ser registrada e prefere ir embora para não perder o bolsa-família do nosso ilustre presidente.
Talvez essas meninas também achem melhor essa profissão, já que não se precisa de registro em carteira e a família não vai perder a renda que o país dá para elas, conseguindo assim, uma renda extra...por fora. Sei muito bem que menor não pode trabalhar, mas será que não seria melhor que existisse essa possibilidade já que elas estão trabalhando de qualquer forma?
Ou então, que tal se fazer uma caça às bruxas prá valer e limpar a cidade de todos que contribuem sem dó, para aumentar a cada dia o comércio desse tipo de turismo, como hotéis, barracas de praia, taxistas e até mesmo agências de turismo! Quem sabe assim, poderíamos ver de novo, famílias inteiras aproveitando a cidade e melhorando nossa paisagem.
Para quem não viu a reportagem, é só clicar aqui.